quinta-feira, 29 de maio de 2008


"Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."

Cecilia Meireles


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terça-feira, 1 de abril de 2008



Fecho os olhos.
Gosto de caminhar assim, de olhos fechados, a teu lado.
Abraço a tua mão, bússola na mia mão.
Os meus passos percorrendo o mapa de teus passos.
De olhos fechados, com a mia mão na tua, sigo o trilho da tua respiração por todas as ruas de todas as terras, faço todas as viagens possíveis e impossíveis de imaginar nas linhas dos teus dedos..
De olhos fechados deixo-me voar, à deriva, no vento que me afaga o rosto e que me leva para além da atmosfera terrestre..
De olhos fechados sinto à mia volta o teu perfume de espuma das ondas de todos os mares, misturada com sal e areia fina.. E embarcamos no nosso barquinho à vela, à deriva pelo azul de nós..
Abro os olhos... e vejo-te à mia volta...

Vejo muito mais de olhos fechados do que todos os olhos que olham..



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domingo, 17 de fevereiro de 2008


“Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe.
Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras.
Submetem-nos, subjugam-nos.
Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas.
São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem.
Mas há momentos em que cada um redobra de proporções,
há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade.
Há momentos em que cada um grita:
Eu não vivi! Eu não vivi! Eu não vivi!
Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo.
A vida é só isto? “

Raul Brandão
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sábado, 16 de fevereiro de 2008

"Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008


Mar

Na melancolia de teus olhos
Eu sinto a noite se inclinar
E ouço as cantigas antigas
Do mar.

Nos frios espaços de teus braços
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
O silêncio.

E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte.

Vinicius de Moraes

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Diamond day


Just another diamond day
Just a blade of grass
Just another bale of hay
And the horses pass.

Just another field to plough
Just a grain of wheat
Just a sack of seed to sow
And the children eat.

Just another life to live
Just a word to say
Just another love to give
And a diamond day

Vashti Bunyan

domingo, 20 de janeiro de 2008

He remembers forgotten beauty
      "When my arms wrap you round I press
      My heart upon the loveliness
      That has long faded from the world;
      The jewelled crowns that kings have hurled
      In shadowy pools, when armies fled;
      The love-tales wrought with silken thread
      By dreaming ladies upon cloth
      That has made fat the murderous moth;
      The roses that of old time were
      Woven by ladies in their hair,
      The dew-cold lilies ladies bore
      Through many a sacred corridor
      Where such grey clouds of incense rose
      That only God's eyes did not close:
      For that pale breast and lingering hand
      Come from a more dream-heavy land,
      A more dream-heavy hour than this;
      And when you sigh from kiss to kiss
      I hear white Beauty sighing, too,
      For hours when all must fade like dew,
      But flame on flame, and deep on deep,
      Throne over throne where in half sleep,
      Their swords upon their iron knees,
      Brood her high lonely mysteries."
W. B. Yeats

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

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" O meu amor por ti já não é uma palavra:
Nunca o foi
É um osso por dentro.
Uma forma de o sangue chegar aos gestos
Com um ritmo de flores.
Outra lua não tenho
Que não seja a tua.
E outra noite não quero
Que não seja a tua noite.
Eu coleccionarei os teus morcegos:
Farei deles estrelas ao contrário. "
" Era uma vez...um menino solitário k habitava os oceanos á noite e de dia sonhava com desertos.
Nao interessava se era noite ou dia, era a vertigem que o alimentava...
Percorria as profundezas ao infimo pormenor para depois incorporar uma leveza tal que lhe possibilitasse o deslize, a uma velocidade estonteante, pela superficie aguçada das coisas e das palavras, dos sons. Depois ouviram no contar histórias, curiosamente começava sempre pelo fim, os ultimos boatos dizem no louco, parece que se encantou pela beleza de um cordão de sapatos e pela espantosa clareza do abismo. foi visto pela ultima vez nos confins da América do sul. "

Bruno F
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Algures nos confins da América do sul viveu feliz para sempre.

A menina andava sempre descalça, tinha um vestido tecido com cordões de sapatos e era luz no Abismo.Ouvia o eco dizer-lhe que ela vivia no fim das histórias contadas por um menino que as pessoas que se esqueceram dos sonhos diziam louco. A cada segundo precipitava o seu corpo, ora para um lado, ora para o outro, e nesses voos vertiginosos percorria a tela das profundezas do seu ser e ia retocando a pintura da essência aguçada das suas coisas, palavras, sons.E o fora e o dentro misturavam-se, confundiam-se, espelhavam-se numa linha de horizonte que era uma janela, que era a menina. Do lado de dentro via a noite habitada por oceanos e do lado de fora via dias habitados por desertos.

Era uma vez... uma menina solitária que habitava um parapeito de uma janela.
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Era uma vez...muitas vezes,uma menina solitária que habitava um parapeito de uma janela horas a fio balouçando trémula sobre a fragilidade de um murmúrio trazido pelo vento.Olha a menina a dançar, olha a roleta a rolar-mistérios da sorte e do azar...Um ruido que se alastra, um silêncio...um grito;tudo se acelera a uma velocidade avassaladora,desprende se o corpo num movimento sem fim sobre o frémito escaldante do desejo.Vozes cintilantes percorrem furiosas o asfalto traçando mapas que um dia uma menina perdida no estranho labirinto das maravilhas...ousou criar..

Bruno F




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sexta-feira, 23 de novembro de 2007



Ela disse:

- Empresta-me um minuto do teu tempo.
(Esse tempo que vais catalogando em divisões, subdivisões, cronometrado ao milésimo de segundo para cada uma das tuas infinitas coisas importantes, essas coisas a que te emprestas a troco de... vácuo. Já não consigo encontrar a minha gaveta pequenina no armário do teu tempo...) Empresta-me um minuto de ti... Empresta-te-me..

Ele fechou o armário, parou o tempo.
Emprestou-lhe uma vida inteira.
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« Tu disseste "quero saborear o infinito"
Eu disse "a frescura das maçãs matinais revela-nos segredos insondáveis"
Tu disseste "sentir a aragem que balança os dependurados"
Eu disse "é o medo o que nos vem acariciar"
Tu disseste "eu também já tive medo. muito medo. recusava-me a abrir a janela, a transpôr o limiar da porta"
Eu disse "acabamos a gostar do medo, do arrepio que nos suspende a fala"
Tu disseste "um dia fiquei sem nada. um mundo inteiro por descobrir"
Eu disse "..."
Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"
Tu disseste "agora procuro o desígnio da vida. às vezes penso encontrá-lo num bater de asas, num murmúrio trazido pelo vento, no piscar de um néon. escrevo páginas e páginas a tentar formalizá-lo. depois queimo tudo e prossigo a minha busca"
Eu disse "eu não faço nada. fico horas a olhar para uma mancha na parede"
Tu disseste "e nunca sentiste a mancha a alastrar, as suas formas num palpitar quase imperceptível?"
Eu disse "não. a mancha continua no mesmo sítio, eu continuo a olhar para ela e não se passa nada"
Tu disseste "e no entanto a mancha alastra e toma conta de ti. liberta-te do corpo. tu é que não vês"
Eu disse "o que é que isso interessa?
"Tu disseste "...nada" »

Bruno F




"Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: "Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas. Traje de passeio".
E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimônia, viríamos todos assistir
a despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
"Adeus! Adeus!"
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes...
(primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... )
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se
em fumo... tão leve... tão sutil... tão pòlen...
como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis..."

José Gomes Ferreira

domingo, 18 de novembro de 2007



«Deixem-me ser simbólico! Deixem-me dizer com ênfase que as azedas eram a liberdade. Sim , a Liberdade! A liberdade conquistada. A liberdade amarga e doce, obtida ontem como hoje, como amanhã, como sempre, à custa de sacrifícios sem nome: de zeros, ralhos, incompreensões, quartos escuros, puxões de orelhas, ponteiros nos dedos, reprovações, descomposturas da família, e caretas, muitas caretas, imensas caretas.
Mas, digam-me lá: onde estão as azedas da minha infância que nunca mais as vi? Onde crescem agora? Em que cantos de pátios em ruínas? Em que quintais perdidos ao pé de que nespereiras? Onde? Onde? Onde? Dêem-me azedas! Quero azedas. Tragam-me azedas. Quero morrer a fazer caretas!»

José Gomes Ferreira

A infância fugiu-me para lugar incerto, fugiu lado a lado com as azedas.
O amor veio e descobri que era como azedas... O mesmo sabor amargo e doce... Caretas... muitas caretas... lado a lado com sorrisos... muitos sorrisos.. e o gosto aos meus tempos de petiz.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007


"Todas as prendas que me deste, um dia,
Guardei-as, meu encanto, quase a medo,
E quando a noite espreita o pôr-do-sol,
Eu vou falar com elas em segredo ...

E falo-lhes d'amores e de ilusões,
Choro e rio com elas, mansamente...
Pouco a pouco o perfume do outrora
Flutua em volta delas, docemente ..."

Florbela Espanca

quarta-feira, 7 de novembro de 2007


"Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum"

Ruy Belo

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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

terça-feira, 30 de outubro de 2007


"Devemos andar sempre bêbados.
Tudo se resume nisto: é a única solução.
Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar.
Mas com quê?
Com vinho, com poesia ou com a virtude, a teu gosto.
Mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas duma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gemeu, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são:
"São horas de te embriagares!"
Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar!
Com vinho, com poesia, ou com a virtude, a teu gosto. "

Charles Baudelaire


E eu embriago minh'alma nas palavras, nos sonhos, nos universos imaginários que vou tecendo à minha volta, na música e em todas as coisas boas que vão desenhando meu ser..

Embriaguem-se!



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quarta-feira, 24 de outubro de 2007


Eu.. Possivelmente daqui a uns 90 anos... xD
Yeeeeeeeeah \m/
Are you ready?
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

"Que importa se a distância estende entre léguas e léguas

Que importa se existe entre nós muitas montanhas?

O mesmo céu nos cobre

E a mesma terra liga nossos pés.

No céu e na terra é a tua carne que palpita

Em tudo eu sinto e teu olhar se desdobrando.

Na carícia violenta do teu beijo,

Que importa a distância e que importa a montanha

Se és tu a extenção da carne

Sempre presente?"

(Vinícius de Moraes)


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"Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua."

Sophia M B A

Saudades.
's. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir'

Saudade... Discordo do dicionário de língua portuguesa.. As lembranças de ti não são tristes, são o contrário de tristes.. São boas, demasiado boas.. como algodão doce.. Algodão doce que só a pouco provei.. E foi exactamente como tu havias dito "Sabe a quilos de colestrol condensados num volume minúsculo a desfazer-se na boca" excessivamente doce e bom. As lembranças de ti não são suaves, são o contrário de suave.. São fundas.. São veias, capilares, são osso por dentro. As lembranças de ti são Algodão doce. Saudades. Saudades. Saudades.
S
a
u
d
a
d

e
s
.


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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007


"É divertido fazer as pessoas pararem por uns segundos para pensarem quanto vale a música. É uma pergunta interessante para colocar às pessoas"

http://www.inrainbows.com/
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sábado, 13 de outubro de 2007


"Deus criou o homem à sua imagem. Isso provavelmente significa: o homem criou Deus à sua própria imagem."

I've found.. E tu? Já O encontraste?

May God's love be with you
Always


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quinta-feira, 11 de outubro de 2007




Ontem perguntaram-me qual era o meu perfume preferido..
Respondi: ".. Hmmm Bolo acabado de sair do forno.."

Quase aposto que esse é o teu aroma.. bolo a sair do forno. a queimar as pontas dos dedos e tudo... :) :)

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"Não há passos divergentes para quem se quer encontrar..."

Continuo a convergir para ti...
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terça-feira, 19 de junho de 2007



"Inúmeros degraus percorrer

sempre subindo, e alcançando

que mais não seja o horizonte

que à frente se esbate

onde as curvas de sua recta

no limiar do embate

chocam e vão,

vêm e se formam,

ficam, e são
os nossos sonhos predilectos."

Diogo MP


E lá vou eu aos trambolhões pelas escadas abaixo....
e depois aos trambolhões pelas escadas acima...
e de novo pelas escadas abaixo...
e outra vez...
e ainda mais uma...
e... puff.. fez-se o chocapic?
Enough.


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quarta-feira, 13 de junho de 2007


2 emb. natas (bate-se)
+
1 lata de leite condensado (juntar às natas batidas)

+
bolacha maria (ralar/picar e por por cima)
+
uma mesa com inúmeras folhas espalhadas + cadernos abertos + lápis roídos + computador
+
música
=
semi quase pseudo psicótico desespero de final de semestre atenuado por um gosto bem doce que se vai entranhando na língua (pudesses provar-me agora...) , a glicose fluindo para o sangue, a cada colher levada à boca, em câmara lenta, como nos filmes... nham...
+
respirar fundo
+
aumentar o volume da música
+
mergulho por entre as folhas, os cadernos, os lápis, o computador

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terça-feira, 12 de junho de 2007

"Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que todas as religiões não ensinam mais que a confeitaria."

Do not forget:
A sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária recomenda o consumo moderado deste tipo de metafísica e não esqueça a higiene oral, escovar sempre bem os dentinhos!!

Consumo moderado o tanas! Hei-de sempre filosofar assim até que ... hmm ... fique sem dentes? :[


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sexta-feira, 8 de junho de 2007



"...Quero voar e cair de muito alto!
Ser arremessado como uma granada..."

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sexta-feira, 1 de junho de 2007



"E eu estendo a mão devagar para condensar em realidade a tua imaterialização"

Fecho-te mias mãos.. Fecho-as com força.. Até sentir as unhas entranhadas nos ossos.
Arranco-te da alma. Arranco-te dos ossos. Do sangue. Das veias. De mia pele..
Imaterializo-te. Arremesso-te contra a tua imaterialização... Imaterializo-me.


'Spit the blood back and flash a warm red smile.'


quinta-feira, 31 de maio de 2007



"If doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite"

William Blake


Há muito que arranquei todas as mias portas... :)
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